Em um tópico de um fórum do Orkut fui acusado de ser preconceituoso. Motivo: achei e fiz graça com o fato de ser o Lula o presidente a promulgar o famigerado [olha no dicionário o sentido, por favor] decreto do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa:
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Pra mim, como diz o José Simão, o Brasil é país da piada pronta. Reproduzo aqui o que lá disse por fim:
Ora, falar da propalada deficiência do digno presidente em relação ao nosso idioma é chover no molhado, é uma crítica e não um preconceito. Todavia, se ele consegue governar o país com bom-senso, honestidade, lisura, sem envolver parentes e amigos com a coisa pública, sem denúncias e provas de seus crimes, em suma, se o impoluto presidente está levando o Brasil a lugares onde nunca na história desse país chegamos, são maiores os seus méritos por fazê-lo sem dominar a língua padrão, a mesma que é utilizada nos decretos que ele assina e nas MPs que ele baixa. Mas se não é assim, em qualquer estado de direito a crítica é parte do jogo democrático. Não por acaso o companheiro Bush é alvo de pesadas críticas e não só por não dominar também sua língua materna.
É a coisa. Conhecem o Marcelo Caron, médico acusado de ter provocado a morte de cinco mulheres e deformações físicas gravíssimas em 29? Mas vá alguém criticá-lo por sua imperícia, por seus erros cometidos. Ele também processa suas vítimas por calúnia e difamação. Suas vítimas são preconceituosas. É a coisa.
p.s.: vi a imagem no Pavarini, que viu no ‘Irmãos Bacalhau’.
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