Posts tagged ‘Brasileiríssima’

10/04/2008

Profana metáfora

por @tomfernandes

Essas moças devem trabalhar muito perto da padoca.

10/04/2008

Santa obviedade

por @tomfernandes

Enquanto tanta gente perde tempo consultando computadores e aparelhos caríssimos, um fazendeiro aqui de Itumbiara desenvolveu o mais rústico e funcional sistema de previsão metereológica. Veja e aprenda:

09/04/2008

uma ajuda diferente

por @tomfernandes

Leia o texto abaixo, do Pablo Vilela, depois comento.

Não sinta seus princípios agredidos. O fato é que sempre cri haver melhor forma de ajudar os necessitados que a esmola. Não pelo ato em si, mas porque não há como saber se o dinheiro será bem-empregado (em geral não o é).

A idéia de Nelson Cruz e de sua esposa Marilda Castanha, ambos escritores e ilustradores, parece-me a solução ideal. Eles respondiam a uma enquete da Folha de S.Paulo (com ponto e sem espaço), que encontrei nos Diários da Bicicleta e que você só lerá se for assinante.

Nós sempre andamos com livros no carro. Quando somos abordados por crianças nos semáforos, doamos livros em vez de dinheiro. Elas voltam para a calçada e começam a folhear.

Providenciei alguns para meu porta-luvas. Já separou os seus?

bom, esta me parece mais uma ação de respeito a ser imitada e propagada. eu já coloquei 20 livros dentro do meu pequeno pálio cinza. veremos o que vai dar.

31/12/2007

A palavra segundo Graciliano Ramos

por @tomfernandes

A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.

“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.” [Graciliano Ramos, em entrevista concedida em 1948]

graciramos.jpg

Nascimento: 27/10/1892

Natural: Quebrangulo – AL

Morte: 20/03/1953

10/05/2007

Data vênia

por @tomfernandes

fotojuiz.jpg

Essa é demais. Uma campanha da Associação dos Magistrados para simplificar a linguagem jurí­dica reacende o debate sobre a prática da Justiça no paí­s. E ai, o que os lingüistas de plantão vão dizer? Polemize você também. Lembre-se, é nossa a lí­ngua, essa complicada!

Entre no link