Essas moças devem trabalhar muito perto da padoca.
Santa obviedade
uma ajuda diferente
Leia o texto abaixo, do Pablo Vilela, depois comento.
Não sinta seus princípios agredidos. O fato é que sempre cri haver melhor forma de ajudar os necessitados que a esmola. Não pelo ato em si, mas porque não há como saber se o dinheiro será bem-empregado (em geral não o é).
A idéia de Nelson Cruz e de sua esposa Marilda Castanha, ambos escritores e ilustradores, parece-me a solução ideal. Eles respondiam a uma enquete da Folha de S.Paulo (com ponto e sem espaço), que encontrei nos Diários da Bicicleta e que você só lerá se for assinante.
Nós sempre andamos com livros no carro. Quando somos abordados por crianças nos semáforos, doamos livros em vez de dinheiro. Elas voltam para a calçada e começam a folhear.
Providenciei alguns para meu porta-luvas. Já separou os seus?
bom, esta me parece mais uma ação de respeito a ser imitada e propagada. eu já coloquei 20 livros dentro do meu pequeno pálio cinza. veremos o que vai dar.
A palavra segundo Graciliano Ramos
A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.
—
“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.” [Graciliano Ramos, em entrevista concedida em 1948]
Nascimento: 27/10/1892
Natural: Quebrangulo – AL
Morte: 20/03/1953
Data vênia
Essa é demais. Uma campanha da Associação dos Magistrados para simplificar a linguagem jurídica reacende o debate sobre a prática da Justiça no país. E ai, o que os lingüistas de plantão vão dizer? Polemize você também. Lembre-se, é nossa a língua, essa complicada!
Entre no link





