“Viver mediante regras e ritos não é ser cristão; é ser religioso. O cristianismo não é uma religião que dependa de fórmulas para obter o favor divino, mas é antes um relacionamento dinâmico com Deus mediante Jesus Cristo.” (Disse Malcolm Smith)
Poesia amiga
Segue abaixo um dos poemas de Leandro Miranda, historiador, poeta, visionário da web e um dos grandes amigos que Deus me deu nesta vida. Hoje ele está em sampa, onde me espera em breve pra discutirmos intrigas teologo-intelectuais.
Ao meu irmão
Não a Terra e seus rincões a amar.
Pois nestes zumbidos que a vida traz,
Não há nada que pare uma amizade de paz,
Sem distâncias a separar corações,
Nem eternas dívidas e separações.
Pois enquanto houver ar,
Enquanto houver mar,
Geleiras a cuidar,
Sonhos a compartilhar,
Não há nada que nos faça parar.
Pois num Sonho cabem senões,
Em ondas existem um girar,
Pois os habitantes irão se acabar,
Momento Saramago [01]
Já comentei com uma pá de gente que aprecio muito o escritor José de Saramago. Já disse inclusive que ele é meio um referencial pra mim e pra muita gente que mexe com livros. Inclusive ele escreveu um livro em que um revisor é o protagonista.
Mas vamos lá. Meu grande brother Pablo publicou um vídeo do Saramago que me emocionou de verdade. Resolvi então fazer o que já tinha vontade há tempos, criar o “Momento Saramago”. Ei-lo:
O único Nobel de Literatura de nossa língua virou filme. Isso você possivelmente já sabe. O que talvez não saiba é o que se vê quando uma câmera está apontada para o lugar certo na hora certa.
Duvido você não engasgar.
httpv://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY
e no dia das mães…
“Livro é igual a filho, demora noves meses pra nascer, enche as paciências, enjoa, mas, quando nasce, você o acha a coisa mais fofa do mundo.” [Tom Fernandes]
Esta era pra ser minha homenagem ao dia das mães [ah, essa gata da foto é minha mãe], mas acabou virando ‘citação de mim mesmo’. Como assim? Explico: veja só!
Língua Portuguesa é bem precioso, portugueses devem tratá-la melhor – Saramago
Lisboa, 23 Abr (Lusa) – O escritor José Saramago defendeu hoje que a Língua Portuguesa é actualmente mal escrita e mal falada, sublinhando que ela é um “bem precioso” e que os portugueses devem tratá-la melhor.
“O Português é hoje mal falado, é atropelado mortalmente todos os dias mas, como tem muita energia, sacode-se e põe-se de pé e continua”, disse Saramago, frisando que “a língua é a mais preciosa das ferramentas”.
O Prémio Nobel português da Literatura, de 85 anos, falava na inauguração de uma exposição sobre a sua vida e obra, intitulada “José Saramago – A Consistência dos Sonhos”, na Galeria D. Luís I, do Palácio da Ajuda, em Lisboa, na presença do primeiro-ministro e de vários ministros, além dos da Cultura português e espanhol.
“Já se riram de mim por eu ter dito que, com esta minha vida (…) eu descobri que a Língua Portuguesa é a mais formosa do mundo”, comentou, acrescentando que nem sequer foi o primeiro, “Camões já o disse”.
Depois de referir nomes como os do Padre António Vieira, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Aquilino Ribeiro “e toda essa gente que andou a escrever”, Saramago ressalvou que não sabemos, contudo, como falavam, porque viveram num tempo em que não havia registos sonoros.
“Nós, os que estamos aqui neste tempo, no que chamamos mundo de Língua Portuguesa, temos obrigação de escrevê-la bem, cada vez melhor, mas há outra obrigação que temos: falá-la bem”, sustentou.
Afirmando não se tratar de “um apelo para salvar a Língua Portuguesa”, José Saramago instou a que se tome “consciência de que se há um bem precioso que, ainda por cima, não é de ninguém em particular, é obra de todos, é a Língua Portuguesa”.
“Temos a obrigação de fazer melhor em defesa dela (…) Somos responsáveis pelo destino da Língua Portuguesa”, sublinhou.
“José Saramago – A Consistência dos Sonhos”, que abre ao público quinta-feira e estará no Palácio da Ajuda até 27 de Julho, reúne mais de 1.200 documentos, fotografias, vídeos, recortes de jornais, objectos pessoais do escritor, cartazes e livros.
Pela presença em Portugal da exposição, que esteve primeiro patente em Lanzarote, Espanha, onde o escritor reside, Saramago disse “obrigado a toda a gente”, frisando ter sido uma ideia de Fernando Gómez Aguilera, director cultural da Fundação César Manrique, que contou, desde a primeira hora, com o entusiasmo da sua mulher, Pilar del Rio.
“Quero dizer simplesmente obrigadinho, que é um diminutivo que os espanhóis não entendem mas é qualquer coisa que sai mais do coração: Obrigadinho”, disse.
ANC.
© 2008 LUSA – Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-04-23 22:39:31



