Posts tagged ‘vale a pena conferir’

22/08/2009

Poesia amiga

por @tomfernandes

Segue abaixo um dos poemas de Leandro Miranda, historiador, poeta, visionário da web e um dos grandes amigos que Deus me deu nesta vida. Hoje ele está em sampa, onde me espera em breve pra discutirmos intrigas teologo-intelectuais.

Ao meu irmão

Não a Terra e seus rincões a amar.

Pois nestes zumbidos que a vida traz,

Não há nada que pare uma amizade de paz,

Sem distâncias a separar corações,

Nem eternas dívidas e separações.

Pois enquanto houver ar,

Enquanto houver mar,

Geleiras a cuidar,

Sonhos a compartilhar,

Não há nada que nos faça parar.

Pois num Sonho cabem senões,

Em ondas existem um girar,

Pois os habitantes irão se acabar,

29/05/2008

livro grátis [02]

por @tomfernandes

A Conrad disponibilizou o livro “Máquina de Pinball”, de Clarah Averbuck, para download gratuito. Diz o site da editora sobre o livro:

Tudo começa quando a personagem Camila (ou seria a própria Clarah?) se muda de Porto Alegre para São Paulo, deixando para trás os confortos de uma vida regrada, vários gatos, livros e um namorado-quase-marido. No momento seguinte, o cenário é Londres. Depois o Rio. E a volta a São Paulo. Rápido, direto e impactante. É a história da vida de uma garota. E como ela mesma escreve no início, “sou feliz assim. Mulherzinha. Mas com bolas´´. Repleto de referências, o livro é filho bastardo da geração beat. Fante, Bukowski e Leminski deram uma olhada por cima do ombro da autora enquanto ela escrevia. E os três devem ter sorrido. Não que o conteúdo seja semelhante – mas a atitude é.

Para baixar o livro, acesse: http://www.lojaconrad.com.br/Pop/Maquina_de_Pinball_int.asp

fonte: Blog Circuito Integrado da Folha de S.Paulo

 

Leia +:

Livro grátis [01]

29/05/2008

30000 acessos

por @tomfernandes

É isso. Mãe, vó, tia, bem, amigos e amigas, chegamos aos trinta mil acessos este ano. Agora entendo o que meus sobrinhos tanto fazem em lan houses: eles pedem pra acessar o blogue de todos os pcs. Só pode.

24/05/2008

De mão em mão [Conheça o bookcrossing]

por @tomfernandes

Não sabe o que fazer com aqueles livros que você não quer mais guardar? Que tal “soltá-los na natureza”? Essa é a proposta do projeto “Bookcrossing” (BC ou, ao pé da letra, “troca de livros”): tornar o mundo uma grande biblioteca. Basta deixá-los em um local público, onde outros possam adotá-lo.

No início dos anos 2000, o americano Ron Hornbaker, sócio da empresa de desenvolvimento de softwares Humankind Systems, criou o site “bookcrossing.com” para seguir os passos de livros libertados em várias cidades do mundo. Para entrar na brincadeira, basta se cadastrar no site e registrar as obras que vocêpretende doar. A pessoa recebe um número de identificação para cada obra, que deve ser colada em uma etiqueta ou até anotada à mão. Os organizadores ainda pedem que o leitor inclua no livro um bilhete explicando do que se trata o projeto e convidando seu novo dono a entrar no site e informar que encontrou aquele título. Ele pode então ler o livro se quiser e depois dar a um amigo ou deixá-lo em local público, dando continuidade à corrente. Pela página virtual, os participantes ainda podem se comunicar uns com os outros e trocar livros pelo correio.

Quando a relações-públicas Helena Castello Branco começou a participar do Bookcrossing, há um ano e meio, percebeu que era a iniciativa ideal para aplicar o conhecimento adquirido em seu curso de pós-graduação em gestão de projetos culturais. “Projeto cultural não é só conseguir patrocínio pela Lei Rouanet, fazer um show e lucrar. É preciso pensar no benefício para a comunidade”, diz. Conseguiu de um sebo uma doação de 500 obras, mas percebeu que, no Brasil, o retorno é pequeno. “De cada 50 livros que soltávamos, apenas um era registrado. Nos EUA, os garçons dos cafés nem recolhem os livros deixados nas mesas, já sabem que é bookcrossing”, diz.

Por isso ela consultou os coordenadores do projeto e criou, em outubro de 2007, uma “Zona Oficial de Troca de Livros” (OBCZ, na sigla em inglês) em São Paulo (veja o endereço no final desta reportagem). A exigência principal é simples: o local precisa ser aberto ao público. Não pode ser em um prédio residencial, por exemplo. Além disso, o voluntário deve acompanhar o movimento sempre que puder e tentar captar novos livros. No início, havia cerca de 300 obras disponíveis na OBCZ paulistana. Mas poucas pessoas abastecem o acervo com doações, e hoje restam apenas 30 títulos.

A dedicação é, inclusive, financeira. Helena arca com todo os gastos de transporte dos livros, produção de folhetos de divulgação, etiquetas e carimbos. “Queremos apresentar o projeto para investidores, mas precisamos antes da aprovação dos coordenadores”, diz Helena, que também deseja criar zonas na periferia e no centro da cidade. Sua esperança é que um dia o BC Brasil consiga manter uma fonte de renda como seu correspondente americano, com doações e venda online de acessórios como camisetas, etiquetas, marcadores e sacolas para acondicionar os livros.

Gostou da idéia? Então passe adiante a idéia e seus livros.

BOOKCROSSING EM NÚMEROS • 662.463 pessoas de 130 países cadastradas
• 3.700 trocadores de livros oficiais no Brasil, sendo que 1.600 são de São Paulo
• 4.688.540 livros registrados
• 25 livros à solta no Rio de Janeiro ainda não foram encontrados ou registrados

Fonte: Revista Galileu

15/05/2008

Coisas sobre mim [ou Pequena biografia do Tom Fernandes]

por @tomfernandes

Pensei que ela fosse me pedir três vídeos, mas pensando melhor lembrei que já tenho meus três vídeos. Então, minha blogo-friend Priscila quer saber coisas do passado deste pobre editor de livros. Digo algo: minha vida é um livro aberto, mas com muitas rasuras, revisões e até algumas páginas arrancadas, algumas estórias e outras histórias que nem Deus mais se lembra.

Mas vamos lá, tentarei ser sincero [se a memória e o estresse do lançamento de sete livros este mês deixarem]:

Há 10 anos:

1. Namorava ninguém não.

2. Largava meu emprego de gerente administrativo e de compras da GTS distribuidora de autopeças [ganhava superbem pra um cara de 22 anos] e entrava pra faculdade de Letras da UFG [queria ser escritor; poucos meses depois virei revisor, era o início da carreira editorial]. Conheci muita gente boa e amiga até hoje: o Élcio, a Patrícia, o Guga, a Kélsia, a Mônica e tanta gente que ainda hoje mora no meu coração, além das professoras Mary Fátima, Goiandira, Mônica. Pouco tempo depois conhecia o Rômulo, um dos meus três melhores amigos e mentor espiritual até hoje.

3. Morava sozinho perto do emprego.

4. “Blog”, pra mim, era só o meu priminho querendo falar chiclete ‘ploc’.

5. Por causa da faculdade e do fim da grana do acerto, voltei pra casa da minha mãe. Fazia fonoterapia e sofria com dores de cabeça sem explicação.

Há 5 anos:

1. Namorei alguém por dois meses (=P) [antes não tivesse namorado].

2. Conhecia a Andréa (que hoje é minha mulher).

3. Blog era uma ferramenta de liberação de inspiração sem controle, sem nexo e sem muita eficácia. Isso me rendia muita gozação, todo mundo tinha fotolog e eu queria ser lido (aff!). Acho que só eu e o Rômulo tinhamos blogues.

4. Comecei a trabalhar com textos cristãos – realmente vi algo diferente naquele trabalho. Tentei voltar a fazer fonoterapia, mas minha fonoterapeuta sempre ficava com onda, dizendo que eu devia procurar emprego de locutor de FM. Diagnosticaram que eu tinha enxaqueca.

5. Comprei um violão, aprendi os acordes. Algum tempo depois, dei o violão pro meu primo Olegário.

Há 2 anos:

1. Andava apavorado com os preparativos do casório. Ô trem caro, sô!

2. Dava aulas de redação para alunos de jornalismo e dava treinamento de comunicação em algumas empresas.

3. Fui convidado a assumir o departamento editorial da Vinha Editora. Era o fim da minha doce vida de PJ. Mas um homem casado tem responsabilidades. Sim, valeu a pena.

3.1. Fui à LittWorld, o evento editorial que mudou minha relação com os livros.

4. Meu casamento foi uma celebração sensacional de alegria e felicidade. Nunca vi tanta gente junta e tanta presença de Deus em um lugar. O Rômulo foi meu padrinho e o Alexandre e o Olegário, meus primos, cantaram as músicas.

5. Compramos duas bikes e andávamos pra tudo quanto é lado nas magrelas [sério mesmo]. Fazia tratamento contra a enxaqueca e exercício era ordem médica.

Há 1 ano:

1. Varava as madrugadas de abril e maio por conta do lançamento de alguns livros para uma conferência de pais e professores de crianças.

2. Tivemos nossa casa assaltada. Levaram meu PC que eu tinha acabado de comprar em 12 prestações. Minha mulher teve que fazer nossa mudança da casa para um apartamento sozinha porque eu estava praticamente morando na editora.

3. Fazia novos amigos, que amo muito. O Rômulo ainda prometia que me daria o presente de casamento.

4. Recebi o equivalente a três meses de horas-extras;

5. Não tinha sofá nem computador.

Ontem:

1. Descobri que tenho dois dias pra entregar todos os livros pra gráfica. Tá vendo do que eu tava falando no último item 2?

2. Passei o dia inteiro na editora, com muitos problemas para resolver.

3. Fui almoçar sem conseguir a aprovação final do livro que mais estava me deixando preocupado.

4. Tive que correr pra pegar minha mulher no serviço e levá-la ao pronto-socorro [nada grave, só uma faringite]. Trabalhei até meia noite.

5. Protelei mais uma vez pra levar o carro no borracheiro porque o pneu estava vazando um pouquinho.

Hoje:

1. Consegui resolver uma pá de problemas. Tive que trazer um técnico da gráfica pra descobrir porque alguns arquivos estavam dando problemas. Minha equipe interna, o Sidnei e a Rose, tão quase surtando de tanto trabalhar. Eu já surtei.

2. Consegui ir almoçar depois de aprovar aquele livro do tópico passado.

3. Desisti de mudar de apartamento até o meio do ano. Nem louco encaro uma mudança nesse ritmo de trabalho.

4. São quase meia-noite e eu ainda estou na editora [esperando que o diagramador me envie os pdf's alterados de um livro].

5. A Rose foi embora, agora somos só eu e o Sidnei e uma pilha de provas de livros. Descobri que o pneu murchou de vez e tive que trocá-lo [quem mandou protelar].

Amanhã

1. Enlouquecer pra entregar todos os livros.

2. Enlouquecer pra entregar todos os livros.

3. Enlouquecer pra entregar todos os livros.

4. Enlouquecer pra entregar todos os livros.

5. Enlouquecer pra entregar todos os livros.

Não vivo sem

1. Bíblia.

2. Óculos [já tentei as lentes, mas até o fim do ano eu opero].

3. Coca-cola [embora não possa tomar muito por conta da enxaqueca].

4. Livros [+-5000].

5. MÚSICA.

Cinco coisas que compraria com 1000 conto

1. Uma coleção de livros da Nova Aguilar, uma Torá e alguns outros livros.

2. Uma viagem pra praia com a Andréa.

3. Um monitor novo pro PC.

4. Roupas, sapatos e dois puffs pra Andréa.

5. Um smartphone.

Cinco maus hábitos

1. Morder os dentes.

2. Perder o sono e ir ler.

3. Beber Coca-Cola.

4. Vestir a roupa que estiver na frente [a Andréa detesta isso].

5. Perfeccionismo.

Cinco programas de TV

1. _ Doctor House

2. _

3. _

4. _

5. _

Cinco coisas que me assustam

1. Quando a Andréa fica doente.

2. Falta de Coca-Cola no mercadinho aqui do lado.

3. Quando o cara da gráfica me liga [sempre é problema].

4. Livros mal feitos e revisores aventureiros.

5. O prosperantismo tomar o lugar do verdadeiro Cristianismo no coração de tanta gente [ainda acredito na igreja, mas não em muita coisa que vejo na TV, por isso as respostas do tópico anterior.

Cinco lugares onde eu quero passar as férias

1. Lençóis maranhenses!

2. Chile!

3. NY!!

4. 365 dias na Europa sem destino obrigatório!!!

5. Fazer um circuito por cidades brasileiras sem destino obrigatório e sem data pra voltar!!!!

Cinco Blogues que visito sempre:

1. Blogues do "Cadê o revisor?" e da "Cássia" [sempre que vejo um vou no outro]

2. Blogue do “Pavarini

3. Blogue da “Priscila

4. Blogue da “Luiza”

5. Blogue do “Brabo”

Bom, tá aí, Pri. Não sei se os meus cinco [tá, eu sei que são seis] blogues favoritos vão ver e dar continuidade a este meme, mas o exercício de fazê-lo foi ótimo para desestressar nesta noite fria e longa à espera do pdf que não chega.